Vivemos a época mais pacífica de nossa espécie: o declínio da violência da época bíblica à época contemporânea

O mundo está muito violento, mas para Steven Pinker nossa época é muita mais pacífica do que as outras civilizações ao longo da história. Em realidade, o índice de violência tem declinado desde os tempos antigos.

História
1 mês atrás
Vivemos a época mais pacífica de nossa espécie: o declínio da violência da época bíblica à época contemporânea

O lado sangrento da modernidade

Quem vê imagens como do extermínio de judeus no campo de concentração de Auschwitz certamente fica mais convencido que a modernidade superou os graus de violência da humanidade.

Além das atrocidades promovidas por Hitler, o século XX conheceu diversos outros responsáveis por massacres humanos, entre os quais estão:

  • Idi Amin
  • Josef Stalin
  • Lenin
  • Mao Tsé-Tung
  • Pol Pot

O próprio século XXI em seus poucos anos de curso já assistiu genocídios como do Iraque e Darfur.

O conto da harmonia nos povos antigos

Ao contrário do que se acredita os povos primitivos nativos não viviam um estado de harmonia tal como aprendemos em livros de história.

O editorial da data de Ação de Graças do Boston Globe, por exemplo, chegou a propagar que na época dos índios não havia dificuldade de emprego, uso de drogas, crimes raríssimos e as guerras não terminavam em assassinatos em massa.

O declínio da violência

No entanto, para o cientista cognitivo Steven Pinker tudo que sabemos sobre o pacifismo dos tempos antigos está errado e pode ser provado através dos documentos históricos.

De acordo com o pesquisador, nossos ancestrais eram muito mais violentos do que os ditadores modernos e por improvável que pareça estamos na época mais pacífica da história da humanidade.

Se observarmos o mapa da violência da história dos homens o que se pode comprovar é que ao longo dos últimos tempos está havendo um declínio.

Taxas de mortalidade

O arqueólogo Lawrence Keeley mostra em seus estudos que as taxas de mortalidade em povos primitivos eram muito maiores do que na modernidade.

As mais altas são dos povos aborígines Jivaros, com índice de 60%, até a mais baixa de 15% da tribo Gebusi, da Papua Nova Guiné.

Comparado com a antiguidade, a chance de um homem morrer vítima de outro homem do que de desastres naturais na modernidade do século XX, considerando EUA e a Europa, não chega nem a 5%.

Crueldade dos tempos medievais

A prática de mutilação ou tortura também era mais rotineira nos tempos medievais do que na modernidade, bem como hoje em dia não se tem mais o costume da pena capital como se fazia antes:

  • Queimar na fogueira
  • Estripar
  • Quebrar na roda
  • Esquartejar por cavalos

É preciso ter em mente que dentro os crimes que levavam a morte cruel estava criticar o rei, escravidão e roubo.

Taxa de homicídio

As estatísticas dos assassinatos pessoais são outra amostra do declínio da violência comparada com a Idade Média.

O criminologista Manuel Eisner mostrou que a taxa de homicídio medieval era de 100 mortes – contra uma entre 8 países europeus modernos – a cada 100 mil pessoas por ano.

Eisner ainda aponta a fase do declínio dos homicídios na Europa correspondente ao crescimento dos estados centralizados.

A causa da guerra e da paz

Desde o término da guerra fria tem diminuído o número de guerras civis e genocídios, bem como os crimes violentos desde os anos 60.

É claro que o mundo ainda continua muito violento e há muito que fazer para realmente vivermos tempos pacíficos.

Pinker defende que o declínio da violência nos leva a cada vez mais questionarmos sobre as razões que estão por detrás da guerra e da paz.

É preciso saber o que estamos fazendo de errado e o que estamos fazendo de certo, pois as causas são ótimas descobertas para vivermos época melhores.

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