Universo digital: em breve seremos capazes de construir um cromossomo sintético funcional

A criação de vida artificial é o objetivo do bioquímico John Craig Venter que estuda códigos digitais a partir de genoma simples. Um dos projetos da nova biologia é permitir o desenvolvimento de uma plataforma industrial sem precedentes.

Tecnologia
7 meses atrás
Universo digital: em breve seremos capazes de construir um cromossomo sintético funcional

A nova biologia digital

O bioquímico John Craig Venter durante muito tempo se dedicou no projeto do genoma humano até descobrir a possibilidade de criar vida artificial.

Através da digitalização da biologia Venter está abrindo uma nova porta para projetar e sintetizar a vida com códigos digitais.

Reflexões fundamentais sobre a vida

A ideia de criar uma vida pelo mundo digital nos leva a fazer vários questionamentos fundamentais, tais como:

  • O que é a vida?
  • Podemos regenerar a vida?
  • Podemos criar uma vida nova?
  • Podemos reduzir a vida aos seus componentes mais básicos?
  • Podemos sintetizar um cromossomo?

Códigos digitais

Há 20 anos que Venter tem digitalizado a vida, a partir do momento que se conseguiu sequenciar o genoma humano.

Um exemplo de suas pesquisas é o mapa de um micro organismo chamado Mycoplasma Genitalium que possui o menor genoma de uma espécie que se consegue autorreplicar dentro de um laboratório.

Mas mesmo que seu mapa metabólico seja relativamente simples, quando comparado ao do humano, a tentativa de redução dos genes dificilmente reproduziria uma célula viva.

Sintetização do cromossomo

Venter acredita que a solução mais próxima da criação da vida esteja na utilização de cromossomo que são fragmentos inertes de material químico.

Com efeito, a cada ano o número de digitalização da vida tem crescido na difícil tarefa da sintetização do cromossomo.

Criação de moléculas

A química, por sua vez, pode permitir a construção de até moléculas grandes, mas não pode garantir que a ligação com o cromossomo seja bem sucedida.

Com o genoma do Phi X 174, um pequeno vírus que ataca bactérias, se conseguiu chegar a uma molécula de DNA com aproximadamente 5.000 letras.

Mesmo se tratando de um material químico uma bactéria conseguiu ler o código genético da nova molécula e até fabricar partículas virais que acabaram matando as E. coli.

Cromossomo completo

O objetivo agora é a construção de um cromossomo bacteriano completo com cerca de 580.000 letras de código genético.

O processo começa com o desenho de partes com cerca de 50 letras do projeto que visa uma produção de acordo com o tamanho de um vírus.

O mecanismo de recombinação homóloga utilizado pela biologia para a reparação de DNA também tem sido utilizado para a criação de moléculas.

Nova bactéria syn3.0

Algo inédito até então foi a projeção de um genoma a partir de uma bactéria e a instalação em uma célula.

A criação da nova bactéria syn3.0 é um passo ainda pequeno ao mesmo muito importante para que a ciência consiga dominar os segredos da vida.

Plataforma industrial revolucionária

O esforço de Venter não é apenas para revolucionar a biologia com a criação de uma célula artificial, mas de abrir novos negócios.

Uma nova plataforma industrial sem paradigma pode ser construída com base na bactéria sintética para a produção de diversos itens, entre os quais:

  • Medicamentos
  • Biocombustíveis
  • Plásticos

Risco da alteração de genoma

É claro que as pesquisas genéticas trazem também muita insegurança e o medo da criação de um organismo sintético que se volte contra o próprio homem.

Venter assegura que a alteração de um genoma enxuto apresenta poucos riscos, uma vez que a bactéria não sobreviveria nem meia hora fora do laboratório pela falta de um processamento de nutrientes.

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