Quanto você pagaria para usar o Facebook?

A pergunta pode parecer absurda, mas já existem indícios de que o Facebook pode vir a cobrar uma mensalidade no futuro. Inclusive, a agência McGuffin realizou uma enquete para saber o resultado de adesão e o valor sugerido.

Aplicativos
6 meses atrás
Quanto você pagaria para usar o Facebook?

Assinatura para o acesso ao Facebook

Grande parte do sucesso das principais plataformas de internet teve como base a proposta de um serviço livre e gratuito.

O próprio Facebook adotou o lema da gratuidade durante anos em sua página principal: “É gratuito e sempre será”.

Por outro lado, a atual mudança do lema do Facebook para “É rápido e fácil” levantou muitas suspeitas sobre uma eventual cobrança pelo serviço.

Que o sucesso do Facebook na internet é completo não há dúvida, mas já imaginou se tivesse que pagar para ter acesso a esta rede social?

Pesquisa polêmica da McGuffin

Provavelmente muitos pensam que o domínio do Facebook, como também de outros principais serviços de internet, se perderia completamente com um plano de assinatura.

Mas uma pesquisa recente da agência de publicidade McGuffin mostrou que em realidade a maioria das pessoas estaria disposta a manter os aplicativos mais utilizados mesmo tendo que pagar uma mensalidade.

Resultado surpreendente

A enquete contou com mais de dois mil entrevistados, entre 18 e 71 anos, sendo que as pessoas podiam escolher em continuar pagando pelos aplicativos que são gratuitos ou desistir do serviço.

O resultado surpreendente é que quase dois terços do público entrevistado preferiu pagar para usar o Facebook e o valor médio escolhido foi de R$ 12,00 por mês.

Sinais de mudanças no Facebook

Talvez a pesquisa revele um indício, concomitante com a troca do lema, de que o Facebook esteja mudando o seu conceito e preparando um plano de assinatura.

Consideremos, por exemplo, o faturamento de 46 bilhões de dólares que a empresa teve no ano de 2018 com publicidade.

Ora, se projetarmos um orçamento com base apenas no público que aderiu a pesquisa de pagamento com seu valor médio escolhido, o resultado do ano será de 53,4 bilhões de dólares.

Um crescimento impactante que representa 16%, sem contar com o próprio rendimento vindo de propagandas.

Fim das plataformas gratuitas

Se você ainda acha difícil que tal mudança aconteça com êxito saiba que a pesquisa analisou dez das melhores plataformas gratuitas e todas tiveram um resultado positivo pela escolha dos serviços pagos.

Aliás, o Facebook foi o que teve a menor projeção de faturamento em um cenário que contou com as seguintes empresas:

  • WhatsApp – adesão de 89% com valor médio de 2,38 dólares
  • Google Drive – adesão de 79% com valor médio de 3,31 dólares
  • LinkedIn – adesão de 79% com valor médio de 2,84 dólares
  • Google Maps – adesão de 78% com valor médio de 3,48 dólares
  • Google Tradutor – adesão de 78% com valor médio de 2,29 dólares
  • Reddit – adesão de 77% com valor médio de 2,74 dólares
  • YouTube – adesão de 72% com valor médio de 4,20 dólares
  • Twitter – adesão de 72% com valor médio de 2,35 dólares
  • Instagram – adesão de 70% com valor médio de 2,56 dólares
  • Facebook – adesão de 64% com valor médio de 2,92 dólares

Evolução na internet

Em realidade, o comércio na internet está em contínua evolução e ainda não há um padrão definido de serviços, mesmo porque muito acabaram de ser inventados.

Há tempos atrás parecia que a internet seria uma imensa plataforma pública com os lançamentos que acontecerem dos serviços gratuitos de provedor, chat, enciclopédia, download de filmes e músicas.

Crescimento dos serviços pagos

É claro que por detrás do consumo livre está uma imensa campanha de publicidade, onde o Facebook se destaca com a alta rentabilidade dos anúncios personalizados.

Acontece que gradualmente muitas plataformas já tem incluindo assinaturas para o acesso aos novos atrativos premium.

É muito mais cômodo assistir os vídeos no YouTube, por exemplo, sem precisar ficar vendo os anúncios de propaganda.

Com efeito, atualmente já existem diversos serviços de destaque com planos de assinatura, principalmente entre os streamings de música e vídeo, entre os quais estão o Netflix, Spotify, Amazon Prime, Google Play e Apple Music.

Resta saber se de fato uma cobrança das já consagradas e bilionárias plataformas gratuitas terá adesão ou não. Por ora o melhor é aproveitar tudo enquanto é tempo.

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