Poderemos ter mapas 3D super detalhados do Universo

Conhecer o universo é o sonho de muita criança e algo que os astrônomos tomam muito a sério. Se depender da astrofísica Juna Kollmeier até 2060 todas as grandes galáxias já terão sido mapeadas graças ao trabalho do Sloan Digital Sky Survey e seus robôs.

Tecnologia
8 meses atrás
Poderemos ter mapas 3D super detalhados do Universo

A atração pelo universo

O espaço sideral onde estão todos os corpos celestes é um mistério que já vêm sendo estudado há milhares de anos pelos homens.

Acredita-se que a imagem esculpida em uma presa de elefante com mais de 30 milhões de anos seja de Órion.

Enfim, não faltariam amostras para comprovar como desde a antiguidade os astrônomos vem tentando mapear o espaço.

Método de mapeamento

Por detrás da escuridão do espaço há um fascínio que nos atrai para tentar desvendar os mistérios do surgimento da vida.

Mas a tarefa de mapear o universo é muito complexa e envolve pelo menos três elementos básicos:

  • Há objetos que emitem luz
  • Há telescópios que a capturam
  • Há instrumento de análise das luzes coletadas

O universo sem fim

Todos nós naturalmente estamos mapeando o espaço quando contemplamos as fases da lua, onde nossos olhos exercem a função de telescópio sobre este objeto que é a lua e o cérebro processa as informações recebidas.

Este foi o processo inicial da astronomia que encontrou com Tycho Brahe e seu assistente as descobertas mais importante até a invenção do telescópio.

Já Johannes Kleper conseguiu com instrumentos mais profissionais explicar a mecânica de movimentação dos planetas.

Mas foi somente há cem anos atrás que os astrônomos descobriram que o universo parece ser infinito e tudo que se sabe é apenas a porta de entrada.

O projeto do Sloan Digital Sky Survey

Se não é possível abarcar toda a vastidão do universo, ao menos se pode mapear o espaço observável e dar mais um passo decisivo para descobrir aquilo que ainda não sabemos.

Esta é a tarefa de astrofísica Juna Kollmeier que lidera a quinta geração do SDSS (Sloan Digital Sky Survey).

Para mapear o espaço e criar as imagens mais detalhadas que existem a SDSS se divide em três pontos de pesquisa:

  • Estrelas
  • Buracos negros
  • Galáxias

Estrelas

A galáxia da Via Láctea tem centenas de bilhões de estrelas, o que torna praticamente impossível a tarefa de mapeamento.

Atualmente, os astrônomos do SDSS selecionam apenas estrelas mais interessantes, mesmo assim já são 6 milhões de estrelas mapeadas.

Através da identificação da idade das estrelas é possível traçar o tempo da galáxia e entender um pouco de sua formação.

Buracos negros

Os buracos negros são um constante enigma para os astrônomos por seu papel equivalente ao número zero na matemática.

Trata-se de estudar um objeto que não tem superfície e que não emite nenhum sinal de retorno, por mais que se envie raio-x, ondas de rádio e ópticas UV.

O que o SDSS está podendo fazer é analisar a escala do crescimento de mais de meio milhão de buracos negros.

Galáxias

Quanto à Via Láctea, os pesquisadores descobriram que por detrás da aparente ordem desta galáxia se esconde um sistema agitado.

Acontece que as estrelas estão continuamente explodindo e no centro os buracos negros estão crescendo e emitindo uma imensa quantidade de energia.

Então, não se trata de mapear o espaço inteiro uma vez só, mas diversas vezes, pois toda noite é diferente.

Mapeamento do universo público

Com efeito, o mapeamento do universo está sendo feito por meio de dois grandes telescópios: o Sloan no Novo México e o do Pont no Chile.

Além dos espelhos de dois e meio, o SDSS utiliza um sistema inteiramente robótico para criar o plano focal.

O objetivo é que até 2060 todas as grandes galáxias já tem sido mapeadas e a novidade é que você também pode ajudar nesta tarefa, uma vez que o SDSS tornou seus dados disponíveis publicamente.

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