O que acontecerá com as companhias aéreas depois da crise?

Com a flexibilização do isolamento social as pessoas começam a se perguntar se é confiável reservar passagens aéreas, ainda mais que as companhias de voos foram as mais afetadas pela crise. A resposta é que o futuro será muito turbulento…

Viagem e turismo
3 semanas atrás
O que acontecerá com as companhias aéreas depois da crise?

Queda bruta nas ações da bolsa

Entre os principais ramos de negócios afetados pela pandemia do coronavírus as companhias aéreas estão liderando em prejuízos.

O fechamento das fronteiras e a interrupção do turismo fizeram as ações de empresas de voos derreterem na Bolsa, entre as quais estão:

  • Gol: -67,0%
  • Air China: -33,6%
  • Lufthansa: -40,5%
  • Air France-KLM: -56,6%
  • American Airlines: -56,8%
  • United: -61,6%
  • Azul: -74,9%
  • Indi Go: -27,1%

O resultado é que investidores do setor aéreo como Warren Buffett venderam todas as suas ações, além de que empresas como a Latam e Avianca entraram em processo de falências nos Estados Unidos.

Balanço negativo no orçamento

Para entender a crise no transporte aéreo basta considerar que o número de passageiros chegou a cair mais de 90%.

No Brasil antes da quarentena a média de passageiros por dia era de 260 mil e depois ficou em 13 mil, uma queda de 95%, o que representou um balanço negativo no primeiro trimestre das duas principais companhias nacionais:

  • Gol: -R$ 2,26 bilhões
  • Azul: -R$ 6,13 bilhões

Nos Estados Unidos o panorama não é muito diferente, sendo que antes da pandemia a média de passageiros diários era de 2,5 milhões, caindo 92% para 200 mil e prejudicando em US$ 4,8 bilhões o balanço das quatro principais companhias:

  • United
  • American Airlines
  • Southwest
  • Delta

Risco de calote

Com o noticiário dominado pelo cenário negro das companhias aéreas, a insegurança neste setor freou a volta do turismo e muitas pessoas estão com medo de comprarem passagens com antecedência.

Infelizmente, a perspectiva do futuro não é das melhores e a estimativa de calote atualmente considerando os bônus de títulos que as empresas têm no mercado internacional está avaliada nos seguintes riscos:

  • Latam – 88%
  • Avianca – R$ 82%
  • Azul – R$ 60%
  • Gol – 50%

Passagens mais caras

Com efeito, se já era comum assistirmos grandes empresas aéreas quebraram no mercado, agora resta saber quais irão sobreviver.

Como consequência o monopólio restrito a uma ou outra companhia leva a tendência da inflação das passagens, pois o que favorece os preços competitivos é a concorrência.

Em um primeiro momento, os preços dos voos devem despencar como uma forma das companhias resgatarem os clientes, mas aos poucos as rotas devem começar a diminuir e os preços elevarem.

Túnel escuro para as companhias aéreas

Deste modo, a volta das companhias aéreas depois da crise do coronavírus será muito turbulenta, ainda mais que o processo de flexibilização está sendo muito lento com estimativa de recuperação de voos no Brasil de apenas 20% em agosto.

Vários especialistas acreditam que a crise para o mercado de transporte aéreo deve perdurar por dois a três anos.

Mesmo porque o setor aéreo nunca foi muito lucrativo, sobretudo no Brasil, com custos altíssimos que podem chegar a R$ 2 milhões mensais por aeronave somando fatores como:

  • Combustível precificado em dólar
  • Quantidade grande de funcionários
  • Leasing
  • Locação de hangar
  • Manutenção

Para conseguir cobrir os custos e obter lucro a estimativa é que as empresas precisam ocupar pelo menos 80% do avião.

Basta verificar que a taxa de ocupação atual está abaixo dos 10% e considerar que novas regras estão sendo incluídas para a manutenção, como higienização com álcool 70%, para entender que as empresas aéreas vão passar por um futuro muito turbulento.

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