Deixe seu cérebro ainda mais poderoso

Nem todo mundo nasce com um QI de gênio, mas todos têm possibilidade de desenvolver seu cérebro para torná-lo ainda mais poderoso.

Saúde
4 meses atrás
Deixe seu cérebro ainda mais poderoso

É o que acredita a cientista cognitiva Sabine Doebel, que apresentou em um TEDx sua pesquisa sobre a função executiva da mente e quais são os fatores que podem afetá-la.

A função executiva do cérebro

Quando queremos aprender uma coisa por primeira vez, como dirigir, a mente fica extremamente exausta com o processamento das informações novas.

A razão é simples, é que estamos utilizando a função executiva do cérebro que permite controlar com plena consciência nossos pensamentos, sentimentos e ações para atingir um determinado fim.

A função executiva é a responsável por diversas habilidades que nossa mente permite, entre as quais estão quebrar um hábito, dominar impulsos, fazer planejamentos e conquistar uma formação acadêmica.

Os lapsos da mente

À primeira vista pode parecer uma tarefa simples controlar nossos hábitos mentais, mas quando o cérebro não responde claramente é que constatamos a complexidade do poder neural.

As falhas da mente estão passíveis a acontecer com qualquer pessoa e atingem mesmo profissionais como esportistas que chegam a cometer erros bizarros em uma partida oficial.

Mesmo quando temos algo importante para tratar, como uma reunião de negócios, facilmente nosso mente se perde quando estamos na internet e acabamos esquecendo dos nossos compromissos.

Quantas vezes acontece de planejarmos uma tarefa depois de sair do trabalho, como passar no supermercado, e acabarmos voltando direto para a casa.

Essas distrações, quando entramos em uma espécie de piloto automático, mostram como é difícil estabelecer um objetivo para a mente e se manter inteiramente focado.

Métodos antiquados de controlar a mente

Para evitar os lapsos na função executiva e aperfeiçoar o domínio da mente estão surgindo diversos aplicativos de atividade cerebral.

Muitos acreditam também que jogos clássicos como o xadrez são a melhor maneira de treinar as habilidades neurais.

Por outro lado, a pesquisadora Sabine acredita que os atuais esforços sobre o controle da função executiva estão todos errados.

Com efeito, o treinamento cerebral não é capaz de impedir as falhas na vida real, uma vez que são executados no mundo virtual.

O reconhecido técnico de futebol Zidane chegou a surpreender muitos quando disse, por ocasião da semifinal da Champions League de 2017, não focar nos treinamentos da modalidade de pênaltis devido não ser possível simular a pressão de uma cobrança com o estádio lotado.

A importância do contexto

De acordo com Sabine, a melhor maneira de controlar a função executiva é entender o poder da influência do contexto.

As pesquisas que estão sendo executadas com crianças pequenas mostram como a função executiva está condicionada pelo contexto.

O experimento “mudança dimensional na seleção de cartas” demonstrou que o primeiro exercício de separação de cartas pelos desenhos de formas gera um hábito que dificilmente é quebrado por mais que se peça depois que o padrão seja por cor.

Então, se em uma caixa estiver uma imagem de um raio azul e na outra uma estrela vermelha, as crianças de 3 a 4 anos tendem a continuar separando as cartas nas respectivas caixas pelas formas e não conseguem mais pela cor.

Se a carta for uma estrela azul as crianças acabam depositando a mesma na caixa com a imagem da estrela vermelha, ainda que se repita que o exercício agora deve ser feito de acordo com a mesma cor.

O resultado é que Sabine explica que não adianta treinar e corrigir as crianças até não falharem mais, pois a vida fora do laboratório será muito mais complexa e exigente.

Descobrindo novas estratégias

O melhor remédio para o sucesso da função objetiva em situações reais está na motivação que temos para realizar uma tarefa, bem como nossos próximos estão fazendo o mesmo papel.

No teste clássico do marshmallow, onde uma criança tem a opção de comer um imediatamente ou ganhar dois se aguentar esperar um tempo, foi possível reverter as estatísticas através de uma nova estratégia baseada nos efeitos do contexto.

As crianças foram apresentadas como participantes de um mesmo grupo, que em realidade só existe teoricamente, e foi dito para uns que todos do seu grupo preferiram aguardar para comer dois marshmallows e para outros que não esperaram.

A descoberta foi que as crianças condicionaram suas escolhas de acordo com o grupo que acreditavam fazer parte.

Não se pode então concluir que algumas pessoas tem uma função executiva boa ou ruim, mas se trata de descobrir estratégias sobre o contexto que facilitem a execução de uma determinada tarefa.

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