Antártica atinge temperatura alarmante

O aquecimento global tem causado impactos alarmantes no continente da Antártica com o derretimento de gelo. Recentemente, foi registrada a temperatura mais elevada feita na Península da Trindade.

Cotidiano
3 meses atrás
Antártica atinge temperatura alarmante

Preocupação com a Antártica

Quando falamos do continente da Antártica logo vem a nossa mente temperaturas extremamente frias com gelo por todas as partes.

Mas uma mediação feita na Base de Esperanza, na Península da Trindade, no início de fevereiro surpreendeu o mundo inteiro.

Ao contrário do que muitos imaginam não se trata da temperatura mais baixa vista na Antártica, mas da temperatura mais alta registrada neste continente.

Recorde de temperatura elevada

Em 24 de março de 2015, a temperatura mais quente registrada na história do continente foi de 17,5 graus Celsius.

No entanto, dia 6 de fevereiro de 2019 o recorde de temperatura foi quebrado com a leitura de 18,3 graus Celsius.

Aquecimento na Antártica

Para quem vive no Brasil a temperatura na faixa dos 18 graus Celsius pode ser considerada normal e fria, mas para Antártica se trata de uma temperatura extremamente elevada.

Em realidade, esta elevação da temperatura é uma decorrência do aquecimento global, sendo que a Península Antártica tem sido um dos locais com derretimento mais rápido do planeta.

Derretimento das geleiras

Com efeito, nas últimas cinco décadas as temperaturas na Antártica se elevaram em 5 graus devido ao aquecimento global.

O resultado é que quase 90% das geleiras ao redor da costa oeste do continente reduziram nesse tempo.

O mais alarmante é que desde 2008 o ritmo do derretimento tem sido mais acelerado e as consequências já podem ser observadas por satélites.

Rachaduras na Pine Island

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a geleira de Pine Island tem aumentado o número de rachaduras rapidamente.

As imagens de satélite mostraram como uma cadeia de alta pressão tem permanecido no local há dias e está comprometendo a conservação das geleiras.

Elevação dos mares e mudanças climáticas

Como consequência do degelo existe uma elevação do nível dos mares e as zonas costeiras ficam em risco de sumirem.

Outro fator de impacto são as mudanças climáticas. O Brasil, por exemplo, recebe as frentes frias de inverno e outono vindas do polo da Antártida.

Redução dos pinguins

Uma base científica brasileira instalada na Antártida tem fornecido diversas informações importantes sobre o aquecimento global, entre as quais está a redução de pinguins.

Nos últimos cinquenta anos houve uma redução de 77% das colônias de pinguins-de-barbicha no continente.

Acredita-se que as mudanças climáticas tem afetado a cadeia alimentar dos pinguins com a menor oferta da espécie krill.

Caverna de gelo

Na Antártida Ocidental os radares identificaram a formação de uma caverna de gelo devido ao derretimento do gelo.

Estima-se que 15 bilhões de toneladas de gelo foram perdidas nos últimos anos, o que está contribuindo para a movimentação da geleira Thwaites.

Furos nas prateleiras de gelo

Em torno das bordas da Antártida as prateleiras de gelo que formam uma espécie de represas naturais têm sofrido com rachaduras.

Os furos nas represas estão sendo corroído lentamente pelas correntes subaquáticas e estão aumentando a elevação do nível do mar.

Zumbido de alarme

Outro sinal do derretimento do gelo na Antártida é o zumbido sísmico que ocorre com a movimentação do vento contra as geleiras.

A Ross – que é a maior plataforma de gelo do continente – tem emitido ruídos constantes de mudanças no gelo, o que tem preocupado bastante a comunidade dos pesquisadores.

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